Não há um único motivo, um único compasso, um só acorde na música de António Pinho Vargas que não imponha pensamento, que não faça parte de uma profunda reflexão sobre o mundo, que não o olhe, que não o viva e se confronte com isto de se ser humano e sobreviver. Não há uma única obra de António Pinho Vargas que não tenha em si mesma a hipótese de redenção, essa possibilidade de pensar. Lamentos, o seu mais recente álbum, emerge num mundo que se esvai, um mundo onde a possibilidade seguinte, a esperança, se se quiser arriscar a palavra, parece ceder, exangue. E, no entanto, essa hipótese, mesmo que difusa, mesmo que ténue, parece emergir do próprio lamento. Pelo menos da maneira como António Pinho Vargas o expõe.

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Sinfonia (Subjetiva)
1 / Sulla Violenza, Motto / 8:39
2 / Elegia (d’Amore), Motto Il / 7:19
3 / Scherzo: Ironia (Improbabile) / 4:13
4 / Finale: Motto Ill / 4:19
Concerto Para Viola (O Livro de Job: Leituras)
5 / Abertura: Fé, Molto Adagio / 6:14
6 / Dúvidas, Deciso / 6:29
7 / Lamento, Grave, Dolente / 4:41
8 / Dúvidas e Fúrias; Coda / 4:05
Concerto Para Violino
9 / Introduzione: Andante, Molto Flessibile / 9:50
10 / Vivo, Deciso / 7:02
11 / Maestoso / 4:48
12 / Allegro; Lamento: Largo / 5:15
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