HAARVÖL – The wayfarer – CD+DVD+Prints limited numbered – AUDEOFDS008

30,00 

CD
Part one: oneiric visions
1 / Dawn (white out) / 7:27
2 / The sad jorunna / 6:41
3 / The forgotten yestreen / 5:49
Part two: shaded opacities
4 / The strange table / 8:07
5 / Inerme (disillusion day) / 6:44
6 / Uncovering ghosts (limbo) / 7:19

DVD: Films
1 / Dawn (white out), Rui Manuel Vieira, 2015
2 / The sad jorunna, Rui Manuel Vieira, 2015
3 / The forgotten yestreen, Isabel Morais, 2016
4 / The strange table, Jerónimo Rocha, 2016
5 / Inerme (disillusion day), Eduardo Brito, 2015/16
6 / Uncovering ghosts (limbo), Fernando José Pereira, 2015

PRINTS: Photos
1 / Dawn (white out), João Marçal, 2016
2 / The sad Jorunna, Felícia Teixeira/ João Brojo, 2016
3 / The forgotten yestreen, André Alves, 2016
4 / The strange table, Sturqen, 2016
5 / Inerme (disillusion day), X. Lois Gutierrez Failde, 2016
6 / Uncovering ghosts (limbo), Joana Conceição, 2016

Inclui também duas gravuras originais no exterior, sendo cada exemplar numerado, assinado e datado pelo seu autor, Eduardo Belga.

Em stock

Será, no mínimo, curioso que um objecto com este título esteja a sair este ano e com a crise sanitária que vivemos. Contudo, o projecto começou a desenhar-se muito antes. Em 2015, iniciámos a composição de uma proposta ambiciosa que queria abordar as duas componentes essenciais da nossa prática: o som e as imagens.

A escolha do título para este projecto recaiu numa palavra já antiga e que significa, em português, algo próximo da ideia de viajante.

Este viajante de que queríamos falar metaforicamente era o objecto que, então, nos propúnhamos a criar. Constituía-se como uma espécie de versão alternativa às sonoridades mais ásperas que praticávamos. Uma aproximação a uma ideia de quietude. Mas esta, proposta em duas partes complementares: uma de sentir mais onírico e a outra mais velada pela realidade, seria, também, uma forma de deriva (psicogeográfica, como diziam os Situacionistas). Deriva pelas sonoridades mais tranquilas que nos propusemos a explorar e, sobretudo, uma deriva por essa liberdade intransigente que são as contribuições dos nossos amigos que aqui colaboram em perfeita singularidade na sua reacção às sonoridades iniciais.

Um título “The wayfarer” que se queria materializar em forma de metáfora e que pelas contingências que sempre se intrometem nestes processos, veio a afirmar-se, já nos nossos dias, como uma catarse. Primeiro, pela condição intrínseca dos sons e das imagens, que nos transportam para onde quisermos e que neste objecto misto nos podem levar do extremo sul em Ushuaia, passando pelas estradas concorridas dos Estados Unidos, ou pela vizinhança caseira, urbana ou rural, até às paisagens mentais mais recônditas. Seria quase uma banalidade e, no entanto, trata-se de uma possibilidade que a arte sempre quis ter: ser aberta, como dizia Umberto Eco. Já o queríamos em 2015, mas agora, em plena pandemia, em pleno confinamento compulsivo em que estamos enredados há um ano e para o qual não vemos ainda um fim claramente focado, fica reforçada esta condição.

Se já fazia sentido lançar um objecto com estas características quando iniciámos todo o processo, hoje, pelas circunstâncias em que vivemos, faz ainda mais. Por isso, talvez este tempo todo de espera seja compensado pelo fruir do acompanhar deste viajante. Pela deriva que nos propõe, pela calma liberdade de viajarmos acompanhados de sons e imagens que nos propõem essa condição derridiana de im-possibilidade, quer dizer, transformar uma significação de negatividade no seu contrário. A im-possibilidade pandémica é, assim, reinterpretada em forma de positividade numa possibilidade de viagem mental e de que tanto necessitamos nos tempos que correm.

Haarvöl

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Peso
500 g

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